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CasadeLilo, desde 2008

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ciranda do Bobo.


Ciranda do Bobo.

Já estava claro,
Os passarinhos cantarolavam
E as flores sorriam.

Era manhã,
Bonita como se desenhada no papel,
Fresca como bala de menta;
Alegre como se colorida a pincel.

Do jardim
Imaginava a valsa das folhas
Sopradas pelo vento.
Sonhava ir voando,
Com pés descalços sobre um mundo pitoresco;
Equilibrados entre duas nuvens fofas,
De cor tão doce quanto jujubas
E sabor macio como morangos frescos.

Piscava para colorir a rua
E enfeitar as janelas,
Ria para musicar historinhas,
Dançava de mentirinha
E inventava mazelas.

No campo perto de lá,
O trigal dourado me convidara a brincar.
Era dourado como os cachos do meu amor,
E pra lá corri ouvir a raposa cantar...

Ela recitava versinhos
Confeitados de lembranças e beijinhos,
Rodopiava devagarinho – Ciranda de carinhos
Como quem me imitava a dançar.

De mãos dadas – Ela e eu,
Embarcamos no faz de conta
Feridos pela afronta 
Eu confuso e ela tonta –
Ao perceber que anoiteceu
E nada aconteceu. 



Lincoln Oms
Adaptação estrutural de Rômulo Zanotto.

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