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CasadeLilo, desde 2008

sábado, 8 de outubro de 2011

Por trás das janelas.

Por trás das janelas.


"Ao encontrar a rua hoje pela primeira vez - ainda dia,
Foi curiosa a abordagem dos tantos olhares curiosos e espantados - Dos mesmos que antes víamos de cima.
Como se algo peculiar velasse meu rosto, acredito que sorridente, ainda de fato.
A multidão que se dispersava entre esquinas e entradas, cada uma daquelas sombras que olhavam era dissipadas aos poucos e imperceptivelmente, como comigo; de costume.

Assim se dava a volta de um devaneio de horas consecutivas abraçadas a um espaço de tempo inexistente, ainda que real.
Tudo outorgado como o destino e sem qualquer idéia futura, eu circulei pela vida como todos os dispersos pelas vias em seus caminhos singulares.
Tudo se deu diferente.
Tudo que eu descobri - ainda que já soubesse; fez parte de algo que surgiu.
Uma releitura dos capítulos que vivificaram a noite, quando em trocas de estrofes, dialogando - eu e tu, formávamos um elo alfabético antecipando beijos e abraços e idéias compartilhadas no mais escuro leito, iluminado por nossos corpos.

Quando já claro, juntos prosseguíamos abraçando todas as idéias de 'um convidado surpresa', como eu em tua noite e tu por minha vida.
Dizíamos poucos e o muito era trocado em olhares absortos, como os confusos relatos de Gregoire Bouillier; mesmo que sem gatos empalhados e rosas numeradas, vermelhas e brancas.

Pela janela a fumaça que punha virgulas em nossos conto e embaralhavam minhas idéias. 
A mesma abertura que mostrava o mundo lá fora enquanto eu me perdia em uma bolha ali dentro.

Duas Luas se prostravam sobre nosso leito, enquanto nós compúnhamos a dois - voz e violão - a canção espanhola ritmada nos lembrava 'Volver' e nos fazíamos a sós, delirando sobre negligências nossas.

O encontro de palavras buscadas discorrendo sobre educação e os sons primitivos que faziam a comunicação que hoje nos buscava sobre aquele pedaço de noite, onde bebia água tantas vezes e eu alcoólico, reservava observá-lo entre tragadas em teu próprio quarto. 

You Know I'm No Good.

E desta vez mais um morreu. Ainda quando despertávamos e o mundo funcionava há tanto, o incenso se misturava a fragrância do café eu de olhos fechados entendia todo teu temor, angústia e sorria. Teus segredos comigo confiados. Guardados.

Neste momento não quis ser mal. Não vi maldade. Nem no carinho que recebia, no cuidado e na preocupação, nada me encatara mais que aquilo.

Ainda transitando pela rua quando o Sol fervia todas as idéias que transitavam por mim, meu corpo vinha embora e eu ainda naquela janela, olhando a paisagem urbana e a falsa Lua, já escrevo isso tudo.

Não quero fim. Não chego ao fim. Não prossigo, pois ainda é o começo."

Lincoln Oms. CasadeLilo

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