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CasadeLilo, desde 2008

domingo, 25 de setembro de 2011

Auto-Retrato de poucas vírgulas

Auto-Retrato de poucas vírgulas.

Sexta - Feira, 23 de setembro de 2011. 02:20am.

Eu.

Um disparate com milhões de idéias atiradas avulsas e distintas incessantemente em minha cabeça que corre na tentativa de acompanhar o ritmo das frases formadas uma a uma atrás da outra em um fôlego invejável para um pobre tabagista.

Entre tantos meios com fins, me perdi e não sei o começo. Do início à mistura das raças e naipes das letras que se mesclam democraticamente uma a uma em versos sem nexo que completam todos os meus sentidos.

Neste descompasso frenético musical versificado vomito estrofes inacabadas de um tempo inexistente e um presente inerte e um futuro incerto.

Não sei se rimo e se mais uma vez me prendo a mesmice. Gostaria de não outra vez dizer coisas sensatas com propriedade de escritor, se é que alguém sou isso.

Ouço os ponteiros do relógio antigo me avisando sobre o sono e este amigo tão distante há tanto desconheço.

Olho os versos que não deixam de invadir minha kinesfera e ocupar meu espaço de relaxamento quando nunca relaxo, mesmo que nesse leito vazio, recheado por este corpo de ossos e coração líquido, a forma moderna de condensar os órgãos.

Reli, revivi tantas frases e obras minhas que em overdose da minha própria chata escrita viciei os pobres transeuntes da minha companhia obrigando-os a conhecer as baboseiras que disserto dia pós dia numa retórica infindável de uma vida que indago há todo momento e não descubro pelo ócio e o medo que me impedem de levantar de cima destas pernas de pau que me carregam de um cômodo ao outro enquanto espero que as coisas aconteçam, os sorrisos se façam e a vida passe diante dos meus olhos enquanto como Lenon, faço planos.

Entre as conversas dispersas de um telefonema e outro nessa coisinha quadrada que canta quando querem ter para conosco, os diálogos sozinho que exporto para conosco. Eu e meu eu lírico. Ele me diz coisas terríveis e me faz imaginar as situações mais ácidas e prazerosas. A dosagem exata do sadismo intelectual que assombra a vida dos ébrios dizedores de algumas palavras inválidas para fazer a diferença na vida normal dos anormais que são os outros. Porque mente sã é a minha que percorre todo o meu corpo de cabo a rabo e sabe tão bem quanto eu que sou o cão chupando manga, embora ela, mente; dizendo a verdade, nem mesmo sabe ao certo quem ou o que é o cão. E desprezível desinteressa porque o mais fantástico de Gabriela é imaginar.

Gabi por Gabis, virginiana qualquer nem todas são como aquela que se ilude pelas vírgulas e o óculos que mascara alguns dizeres que esta insiste em profanar compatíveis. Aprisionada a detalhes como a poesia, não só escuta como lê e conversa e como fala ela, mesmo sendo guardadora de segredos e vivências, quando dizem que os detalhistas são confiáveis, temo, pois guardam tão bem o seu segredo que o sabem melhor que eu, que já não faço segredo
algum, até porque nem mesmo o silêncio tenho reservado a qualquer parte da minha existência. Cuspo mesmo, e que se danem aqueles que escutam. Que sejam fartos o suficiente da capacidade de discernir ou que se enforquem no playground do bairro onde passam suas horas trocando fofocas.

Tento ser confuso e quanto mais embaralho minhas idéias para dispersá-las e ejaculá-las de uma vez só pra fora de mim, mas precisamente se organizam dentro desta bosta que alguns estimam por cabeça boa e me impedem de sumir das frases e não me deixam nada mais fazer, correr; pra qual lado seria se infelizmente sei ler e a cagada de ser alfabetizado é formar palavrinhas em todos os lados que de soslaio reparo e assim novamente frases que vomito inundam a mim como um formigueiro em apuros; chega a coçar aquele turbilhão de que falo e incômodo fede a cocô minhas idéias de merda, ditas tão porcamente e lidas com tanta maestria que irônico eu mesmo zombo daqueles que enchem a boca para recitar versos meus, tirados da bunda e posto em suas bocas, idiotas passionais de conceitos terceirizados, eu gracejo mesmo, porque gargalhar é pra pobre; e não é porque nem salário ganho vou deixar a nobreza de ser o proleta que sou, afinal a elegância faz parte do modo como você encara as coisas, e encarar de frente é coisa de bestas redundantes que acham o pleonasmo bonito. Fica a dica.

Sigam tudo que eu digo e façam das minhas mentirinhas, verdades bem contadas enquanto eu rio de mim mesmo e chacoteio de todos os trouxas que acham palavras difíceis bonitas. Dispenso um amargo sorriso amarelo enquanto caço tatu nesse meu narigão pra limpar o salão. Vai ter baile sim! Os parzinhos dessas palavras que ainda estão aqui ó, vão dançar. Dançar na plenitude de vossa burrice, senhores. Se entendessem bulhufas do que escrevo ainda vos compreenderia, mas ler por conveniência e puxa-saquismo só ainda vos torna mais ridículos, meus caros. E ainda das bolinhas feitas de tatu, arremessarei nos seus cabelos.

Erudição para poucos e ainda busco saber que porra é essa. Se tu me rotulas disso, que diabos tu és, cristão?

Nem mesmo eu sei o que digo, quando me ovacionam com compreensão de riminhas mal feitas a torto e direito e querem que eu, iludido; acredite nessa historinha sem final verdadeiramente feliz que compõe tertúlias flácidas para acalentar bovinos? Ah, conversa mole pra boi dormir! Oras Bolas, se o Boi sou eu, chifrudo és tu, pois de insônia este boi morreu.

Se a falta de sono matasse hoje eu seria uma alminha a vagar pelo teu sono assustando teus sonhos mais bonitinhos e coloridos, puxando seu pé e cagando na sua cabeça quando você estava pondo a mão naquele par de seios que jamais terá na vida. Seja silicone ou conotação sexual, teu sonho já era!

Voaria de um lado pro outro, sem mudança de rotina. Almas não comem, dormem, trabalham nem nada fazem. Eu, então; consigo ainda parar o tempo ainda mais. Só sentirei falta dos tragos e do amargor da vodka que tem limpado a névoa da catarata imaginária que uso como desculpa para fingir que não te vi. Miopia convencional, assim como surdez seletiva para aquelas abobrinhas que você acha que eu quero ouvir e pelo cansaço e pseudo-deficiência, te venço.

Sou esperto e o mundo é de todos como eu. Só não faço parte do mundo porque não sou como todos. Já disse que vocês daí são anormais, pois não vêem seu corpo de cabo a rabo.
Não se esqueça: sou louco, mas a memória do que escrevo é muito boa, quando se trata de ainda estar no mesmo texto. Porque jamais recitarei poesia minha, nesse meu relaxo de botar filhos decantados no mundo e nem sequer saber dos seus nomes ou essência.

Pára com isso de ler porcarias, o turbilhão será eterno e você babando em cima, ainda; dessas coisas toscas desnecessárias? ‘Olha a vida passando lá, Lenon... Olha lá.’

Não preste atenção no que eu digo. Só no que escrevo. Eu sei que sou contraditório e confuso, mas jamais direi com sons o que sinto, mas sempre estará no velho amassado papel o que penso.

As idéias ainda estão atormentando minha cabeça e fluindo na combustão da velocidade do meu pensamento.
- Vão embora, está tarde!  - (Outra mentirinha... risos)

Agora? 03:03am. Faça um pedido. Babaca.

Já fiz o meu.

- Lincoln Oms.

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