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CasadeLilo, desde 2008

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dezembro

Dezembro


“Descalço,
Perambulava entre as noites do verão;
Nostálgico,
Ouvia sopros do seu coração.

Entre decoradas frentes e as estrelas,
Solitário baixava suas defesas.
Reconstruía toda uma vida,
Dada partida.

Ínfimo sobre tantos edifícios,
Tétrico divagava entre seus vícios.
Rebuscava amigos, família e amores;
Sentia saudades, aperto e dores.

Via-se sobre histórias,
Ouvia canções de tempos antigos;
Idéias retóricas,
Confiadas em seu coração,
Seu abrigo.

Sorrisos e lágrimas,
Enfatizavam sentimento;
Falhas memórias,
Trazidas naquele momento.

Por seus lábios imóveis, tagarelava;
Narrava fatos em que se encontrava.
Ruminava impaciente o filme da vida,
Não definida;
Não sabida,
Não compreendida.

“Aquele abraço,
Aquela noite;
Aquele espaço.
O rosto beijado.
Cada toque em seu corpo.
Neste mesmo mês - dia vinte e oito
Não se recorda quantos tinha;
Mas, o gentil e cortês – Que entrelaçara carinhosamente suas mãos
Era próximo dos dezoito.
O uísque degustado,
Cigarro tragado.
Dias eternizado.”

Esperanças... Lembranças.

Cartas murmuradas a si mesmo,
Versos recitados num cochicho a esmo.
Trovas do coração.

Ampulheta do tempo avesso,
Da crescente noite;
O começo.

Singelos assovios,
Agudos silvos de emoção.
Calafrios,
Cada gesto guardado;
Uma intenção.

Pausadamente,
Os pés desnudados pela calçada
Buscavam destino a frente,
Naquela noite encalorada.

Acompanhando os passos,
Olhos que tateavam a expressão.
Motivos insensatos,
Coloriam a recordação.

O aperto no peito,
Tantos fins sem meios.
Saídas inacabáveis
De um começo irreal.
Um caminho mental.

As trocas impensadas,
Normas recriadas;
Sem qualquer enredo.
Talvez, medo.

“Amigos que deixei,
Amores pelos quais sofri.
Histórias que apaguei,
Não esqueci.
Família exilada;
Escolha abordada – comodidade.
Diários brancos inexpressivos,
Relidos todo ano sem qualquer motivo.
Realidade.”

Os martírios recorrentes da mesma época
Onde a racionalidade do frio se entoca,
A fragilidade acontece;
E tudo se repete.

Da instabilidade habitual,
Tudo se repete.
‘Já és veterano!
Das agonias festivas de todo ano,
Também és membro.
A inconstância de Setembro
Por pouco passa de Dezembro.’

Quando as flores são vivas no jardim,
Por ele tudo ainda é ruim.
Não bastam as cores que entristecem seus dias – Opcional
O verão descalço é de agonias.
Pois tudo chega ao fim,
Como este conto ao final.”



- Lincoln Oms – Relatos Dezembrinos - CasadeLilo

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