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CasadeLilo, desde 2008

domingo, 7 de novembro de 2010

Confidencial.

Confidencial.



“Deitado na imensidão utópica,
Relembro os momentos de amor.
Sinto vertiginoso o ápice daquele ato,
O cheiro doce da libido e seu frescor.

Os corpos condensados em prazer,
Ritmados e consumados pelo suor.
Nus,
Entre abraços sinestésicos;
Bruscos movimentos penetrantes.
Dois corpos formando um só.

Naquele gramado que abrigava dois errantes,
A primavera.
E gemíamos mais alto a cada instante,
Como aquele não houvera.

As calças volumosas deram a partida,
Tudo não passaria de súbitas lambidas.
Castigados pelo tesão
E o descontrole das mãos,
Que gesticulavam a tara das pernas;
Entrelaçadas, avessas.

O calor, o amor, o sexo.

Desconversas cavalgadas no colo,
Murmúrios sem nexo.

Elos da paixão. Excitação.

Desprovidos de poses,
Sem qualquer retrato.
Movimentos algozes,
Davam vida àquele fato.

Beijos delicadamente bruscos,
Lábios que descobriam o corpo;
Deslizes perdidos em sufoco,
Um êxtase absorto.

Vivos,
Órgãos se dissipavam dentro de qualquer orifício.
Enigmáticos,
Trepidavam em busca deste vício.

Palavras sujas,
Naquele gramado fresco;
A intensidade de uma transa,
Confeitada de modo pitoresco.

Escorregávamos juntos,
Tomados por carícias.
Dois vagabundos,
Degustando tantas malícias.

Inocentados pela natura,
Este é um mal sem cura.
Presos nesta insanidade, loucura;
Não tínhamos qualquer censura.

-Sentia fundo,
O prazer penetrante;
Fugi deste mundo,
Eternizei qualquer instante.

A sede promíscua,
Se deleitava neste enredo.
A beleza daquela bunda,
Comida sem algum medo.

As mãos ainda se locomoviam por impulso,
Os lábios úmidos munidos da língua;
Destinavam mordidas a lugares avulsos.

Bombando’,
Não só o sangue era sentido por dentro;
Frenéticos,
Neste conto erótico;
Vomitávamos um desejo imenso.

Transávamos abruptamente
Buscando olhares fissurados.
Perdíamos nossas mentes,
Neste tesão impensado.

Nos amávamos.
Ou apenas nos usávamos.
Oportunismo vivificado.

O vento era sentido pelas costas,
Aquecido por abraços provocantes;
As pernas destinadas ao carinho,
Nos fazia mais ofegantes.

Pés que desnudavam tremores,
Percorriam afetuosamente o chão.
Desconhecíamos pudores,
Buscávamos paixão.

Tétricos,
Delirávamos suavemente encolhidos,
Sussurrando em meu pescoço – Ao pé d’ouvido;
A canção dos seus gemidos.

Abandonados da razão
Flutuávamos a sós,
Nos completávamos e veloz;
A estocada guiada por suas mãos,
Que uniam nossos corpos – Suados;
Que me procuravam eufóricas,
Ainda consumados.

Fundo, Fundo e descontrolados.
Sentia extravagante aquele grosso intenso se aproximando.
Já não mais ouvia,
Já não mais pensava.
Impulsivamente prosseguia entrando.

O silêncio quebrado pelo êxtase inexplicável,
A conquista intocável.
A recompensa dos gozados.”

- Lincoln Oms. Prazeres da Carne. CasadeLilo

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