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CasadeLilo, desde 2008

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pinceladas de outono


Em uma noite de devaneios, acompanhado da envolvente prosa; ao divagar sobre encontros chegamos num ponto, donde a base veio a calhar. Então, ao amigo quase que imaginário André; dedico esta obra, sobre situações temporais; que demarcam à hora.



Pinceladas de outono.


“Amanhã,
Depois do amanhecer;
As folhas estarão sobre o chão,
Seus traços pintados à mão,
As folhas continuam a perecer.

São cores outonais que não mais vibram;
Se foram o verão e o nascimento.
São ventos que sibilam.
Agora morrem,
Agora caem;
Agora; o firmamento.

São galhos vagos que assombram,
O vazio que não abriga.
São os ninhos nus,
Pássaros que não encontram;
São leitos crus.

E já voaram,
Foram donde não há o frio;
Onde o tronco não hostil,
Abrigará seu lar arrancado.

Ainda restam sombras,
Do tímido sol que não esquenta.
Nesta mesma rua - ainda cinzenta,
Quando anoitecer,
Cor não mais haverá.

Sobre aquela alfombra,
Sem luz,
Sem manhã;
Pintadas a mão,
Prosseguirão;
As folhas - Estarão lá.”

- Lincoln Oms - Dedicatória - CasadeLilo 



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