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CasadeLilo, desde 2008

terça-feira, 16 de março de 2010

E quando me disseram amor?

E quando me disseram amor?







“ Dentre papos e boemia,


Um gole daqui,


Um trago de lá.


Entre músicas e nostalgia;


Me disseram do amor,


Me falaram de amar.






Uns suspiravam em êxtase,


Outros cuspiam em agonia.


Todos buscam algo tão controverso;


Pra uns infernal,


Pra outros alegria.






Notas e oitavas no piano,


O violino que chorava.


Conversa ia,


Conversa vinha,


As horas que se passavam.






Amantes confusos,


Amantes intrusos.


Degladiavam em idéias,


Entre berros e sussuros;


Um de cá convicto,


Outro de lá hostil.


Que na 8ª ;


Até o pobre Beethoven ouviu.






O debate prosseguia,


A cada passo eu ria.


Logo,


A prosa foi se dissipando;

Sem encontrar o fundo do copo,


Entre todos me enrijeci.

Com um golpe na amarga bebida, guiei-me em foco;


Prostrei-me diante destes, sorri.


Vos disse, em meio a ânsias e espasmos:


- Sou fã do tal amor!


Mesmo que em lágrimas ou alegria,


Nos une em versos;


Nos une em orações.

Poesia.


Amor que junta céticos e patéticos.


Mesmo que ao inverso,


Mas falam os corações.






Nunca soube ao certo,


Se deveras sei o que é amar.


Não saberia lhes dizer,


Se me dissessem amor;


Se correria pra sofrer,


Ou sofreria por amar.






Em noite a fora,


A composição se mostra.


A Lua pela janela posta,


Nos faz sentir, divagar.






Se amor é vago;


Ideias também são.


Se cremos no vago,


E no amor;

Por que não?






E quando me disserem amor,


Saberei apenas;


Que amor se deixa levar.


Que o coração escolhe,


A vida viver.


Emoções explodem,


Seja por sorrir ou por sofrer.






Mas quando me disseram amor,


Apenas sorri. ”






Por Lincoln Oms. Falando de Amor. CasadeLilo

quarta-feira, 3 de março de 2010

E foi dito Adeus.

E foi dito Adeus.



CENA 01



“Neste instante,

O tempo.

Neste momento,

O mundo.

De fronte ao fim,

O começo revivido em lágrimas;

E de lágrimas onde jamais se aceita o fim.

De fronte ao corpo,

Todos entoavam lamúrias,

Todos remoíam injúrias;

Todos os servidores arrependidos do pecado.

Hoje morto.



CENA 02



As chamas que lambiam sua cabeça,

As flores que fediam em seus pés.

Mãos que tocavam seu rosto;

Não revive.

Não responde.

Não há mais fé.



Ao redor das velas,

Suas filhas - também mortas;

Velavam sua exposição.

Histórias relembradas;

Sorrisos inertes.

Desespero e nostalgia

Embalavam o sono daquele caixão.



CENA 03



Daquele amor restou somente ela,

E dela restou somente o amor.

Ele se foi, e levou dela; toda a adoração.

E a ela, que ficou; só restou toda a dor,

De quem presenciou caída em seus braços,

Extrema unção.



CENA 04



Moldados sorrisos e criatividade.

Véspera;

O vento trazido por incessantes passos noturnos,

Movidos pela saudade.

Lábios trêmulos.

Mãos frias.

Corações dilacerados.

Sofrimento coletivo desencadeado cada vez que unida,

Irmandade.



CENA 05



Foi-se ele,

Aquele pai.

Permanecem habitando aquela sombria capela,

Os gritos de filhas iluminados a luz da vela.

E diziam,

E murmuravam;

E ressoavam:

Adeus!

Adeus pai!

Não! Não vai!



Pedidos esbravejantes de um perdão inexplicado;

Respostas marcantes daquele ser calado.

A certeza muda.

O vazio foi a resposta,

O vácuo foi o som.



CENA 06



E ecoavam pelas folhas,

O suspiro das carpideiras.

Sobreposta em leito sobre seu amante,

Sua verdadeira.



Todos tétricos,

Balançavam seus corações juntos nesta exéquia.

O mortuório se foi findando,

O olhar foi baixando;

E todos acompanhavam naquele panteão,

O despir-se nítido daquele caixão.



CENA 07



Trôpegos.

Gargalhavam amores.

O último dos cônscios;

Lhe pôs, flores.

O último punhado - da seca terra;

Foi o antes jamais esperado.

Foi o punhal cravado

Nos corações daqueles que prosseguirão chorando,

Pois agora;

No sepulcro enterrado.



O calor imparcial,

Transpirava pelas fétidas lápides.

Almas aprisionadas em coroas sem título.

O frio que os consome,

Gelava os olhares cantonados.



Enterrado.



CENA 08



E agora o sol a pino,

Cicatrizava as marcas na sepultura.

Neste momento - ainda parado;

As velas beijadas pelo vento se deixaram.

Vozes sem altura,

Berros sem pudor.

As lágrimas cessaram.

Os gritos cantaram.

E as costas da viúva entrelaçada as filhas;

O eternizaram mesmo condenado:

Jaz morto, pra sempre.

Pra sempre;

Jaz amado."



Por Lincoln Oms. Ensaio de Morte. CasadeLilo


Ele Chora??!


Ele chora??!

"Hoje,
Sob o alegre Sol;
O Palhaço sorriu,
Seu triste olhar exprimiu;
A graça de quem alegra.
'- Quem alegra,
Chora!??'
'- Ah,
Quem sabe outrora!
- Diverti-vos, antes que vá embora.'

Por trás dos lábios rubros,
Da palpebra estrelada.
Do semblante albino,
Do babado não escuro.
Entre vivos poás,
Sorrir é arte,
'- Mas e por dentro?'
'- Vivo?!'
'- Chorará?'






Rimos.
Cócegas.
Êxtase.








- Alguem sabe do palhaço?
Alguém sem tintas
Já o deu abraço?'

'- Fora do picadeiro,
Sem o olfato postiço;
Será que sente-se inteiro,
Ou acaba o feitiço?'

Em cima do enorme sapato,
Embaixo da peruca.
Só se vê algo exato,
O gargalhar desta vida maluca.
'- Lágrimas do palhaço?'




Inocentes traços.
Com a flor na cabeça,
E no rosto, o coração.
O Palhaço excasso;
Aquele,
Que envergonhado da sapequice,
Cobria o rosto com as mãos.
Aquele,
Em pé pulava,
Se caia? Deitava!

'- Mas o palhaço, Sorri!'
'- Chora!?'
Hoje,
Sob o Sol alegre,
Em meio a risos,
Vai embora.

'- Tchau palhaço!
Não chore mais!
Também o farei sorrir'."


Lincoln Oms - Palhaços Vivos - CasadeLilo.

Nostalgia..

Nostalgia....




"Quando te encontrardes sozinho,
Olha pra trás e vede o quanto eu quis estar ao seu lado.
O quanto insisti pra poder ser sua solidão,
O quanto desejei teu coração.

Quando estiverdes amargurado,
Recorda teus dias de glória,
E relembra o quanto pedi pra ser seu doce,
O quanto eu quis ser seu amado.

Quando sentir-se triste,
Relembra os teus dias de alegria;
Donde sua indiferença me entristecia,
Quando não sabias nem mesmo que meu amor existe.

Quando fraquejar,
Retorna nos dias em que padeci;
Quando intocáveis, nos seus olhos,
Me perdi. E tu?
Só soubera esnobar.

Quando hoje,
Esperardes que não seja tão tarde
Abominar este passado tosco,
Quando quiser que seja conosco;
Agora meu peito foge.
Agora meu desejo almeja,
Agora meu coração deseja.
Ainda que me guarde;
Agora vivo.
Vivo hoje.”





Por Lincoln Oms

Poder Não é Querer

Poder não é querer.



“Eu poderia recitar mil vezes esta canção,

Eu poderia cantar mil vezes essa intenção.

Mas essa melodia não faz mais parte do nosso refrão.

Mas essa música ainda faz parte do meu coração.



Eu poderia relembrar todos os dias o seu sorriso,

Mesmo que agora você seja só risos.

Mais ainda posso viver essa magia.

Porque ainda preciso.



Eu poderia renegar todos os dias essa condição,

Mas trairia a todo momento minha intuição.

Eu poderia esquecer todos os momentos,

Mas enganaria todos os meus sentimentos.



Eu poderia modificar todas as nossas verdades,

Mas não poderia mudar as nossas vontades.

Eu poderia apagar todos os nossos encontros;

Mas não poderia extinguir meus sonhos.



Eu poderia adentrar na imensidão do que sinto,

Mas não poderia adentrar a intensidade do que vievemos.

Eu poderia mergulhar na nostalgia da nossa história,

Mas não poderia desprezar a melancolia da memória.



Eu poderia sentir em minha pele os seus abraços,

Mas não poderia firmar nossos laços.

Eu poderia sentir o sabor do seu beijo,

Mas não poderia dizer que ainda não te desejo.



Eu posso viver em sua sintonia,

Posso te querer a cada dia.

Só não posso impor a mim,

Que essa retórica tem um fim.



Posso reinventar todos os nossos detalhes,

E por mais que ainda falhe,

Gostaria que este esboço,

Pudesse constituir novas verdades.”


por Lincoln Oms

Ciclos

Ciclos



“ Se pudesse voltar,

Teria dito ao tempo

Que não queria errar.

Mas não há mais tempo.

Não se pode voltar.



Dizer quando palavras não definem,

Seria errar em frases que não dizem.

Seria forçar quando se exprimem;

Gestos não tateados.



Se pudesse, ainda que hoje;

Te explicar o porque do não.

Expor a ti o que pensa o coração,

Seria tão fácil quanto seria te amar.

Mas como não posso, não é fácil.

Não é fácil te dizer

Me expor,

Te explicar.

Distinguir o que vivo agora,

Do que se propoe a viver amanhã.



Não deixo de pensar em nosso tempo,

Mas hoje não é nossa hora.

Amanhã, outrora..

O destino decidirá

Quando será o certo,

E deixará de ser apenas intento.



Entenda,

No outono as folhas caem.

O Frio nos acolhe na solidão gélida,

E dias não desejamos levantar de baixo das cobertas.

Mas enfim,

Chega a primavera,

Que nos aquece.

E Renasce

E Revive,

E continua...”



Por Lincoln Oms

Criança.



" Dizer palavras para se cegar,
Seria o mesmo que pedir ao coração que pare.

Seria como esconder o Sol,
Privar a Lua.

Seria como insistir em uma ideia confusa.

Falar por falar, todos falam.
Cumprir por coragem, poucos fazem.
Entender de fato; o que mesmo?

Distante da perfeição,
Palavras e promessas nos guiam
Em um planetinha ilusionário;
Donde todos abrigamos em nossas mentes;
Uma eterna criança.
Onde deixamos nosso coração fazer a vez da razão.
Onde nunca deixamos de brincar.

Sempre sou criança, (in)felizmente hoje; com malícia."


por Lincoln Oms. Eterna infância. CasadeLilo

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