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CasadeLilo, desde 2008

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Antes que terminem os dias...

"Recostado em injúrias,
Me apalpo só;

Encontro nas lamúrias,
Migalha;

O pó.

Apoiado na jan
ela,







Melodias me conduzem ao fim;

As memórias me perguntam,

Penso em mim?


Relembro
Revivo
Recomeço...
Dos meus afortunados dias tenho feito a inutilidade,
Buscando a vida em anseios,
E ansiando a vida em devaneios,
Perco a felicidade.

Tão confuso,
Ouço conselhos;
Tomam parte de mim,

Seres sem espelhos.
Anularam-se minhas expectativas,
Nesta espera infindável;
Desacreditado de alternativas,
Me encontro instável.

Mais um fim se aproxima,
Mais um ano se vai;
As palavras me ensinam,
Que tudo que levanta;
Cai.

Mergulhado ao fundo da xícara,
Na borra abstrata do café;
No sono que se perde como a vida frígida,
Perco a fé.

Do alto,
Rolam peças do meu choro.

Como as sábias palavras, caem;
Desencaixando-se em meu colo.

Sou parte do meu mundo,
Sou parte do coro;
Entoamos todos juntos,
Apelos do coração;
Musicamos um mundo,
Vivemos uma canção;
Aquecido pela solidão,
Me abraço em um sorriso amarelo;
Mais um na multidão,
O coração, ontem; singelo.

Tão pálidos quanto a lua,
Os sonhos vazios;
Se tornam mudos,
Como quando o vento varre a rua.

Disposta em comparações,
Ainda nesta encosta;
Vibra em meu rosto,
O ás de copas;
A união dos corações.

Uivam lobos,
Na mesma lua de Israel;
Anunciam sentimentos tolos,
Shhh... Judeu fiel?

O restante das cinzas,
Se apaga lentamente;
Os desejos de idas e vindas,
Pouco me resta na mente.

Confusas palavras do poeta,
Nunca soube falar;
E sempre indireta,
Mensagens por deixar.

Lá no céu,
Brilha a resposta;
Tão ínfima estrela,
Foi feita a aposta.

Embalo o berço de ideias, 
E adormeço inseguro;
Metas feias!,
Quem dirá tú, futuro?

Apenas tentei amar,
Esqueci de ser amado.
Apenas tentei perdoar,
Além de não me amar;
Não me perdoei e nem fui perdoado;
Apenas tentei esquecer,
Quando nem lembrei de mim.

Apenas tentei entender os sentimentos,
Quando nem mesmo sei o que significam.

Apenas tentei entender a vida,
Quando nem a vivi.

Quando me perdeste,
Te encontrei;
Quando te perdi,
Chorei.

Quando fui em busca do amor,
Esqueci de ir com meu coração...
Que insiste em viver longe de mim.
Tudo começa em poemas,
E termina;
Assim.
Quantas, dentre tantas minhas palavras, te amaram,
quando não me amei.

Quantas te protegeram,
Quando permiti que me ferisse.

Quantas minhas belezas a ti, foram burrices,
Foi tudo que me disse.

Eu apenas quis ser bom.
Tão bom pra enfrentar a distância,
O Rio,
A Vida,
A Ganância,O Desejo.

Quantas vezes só esperei um beijo...
E Só esperei.
Quantas vezes planejei nosso corpos consumados,
Quando tú, os tornaste separados.
Obrigado por ter-me feito evoluir;

Obrigado por me ensinar a concluir; (em meu último gole do café), Ainda sem fé;
Que os que amam são coitados,
Que os que amam são tolos, uivantes e desesperados.


Relembro

Revivo,

Recomeço

 

Por Lincoln Ohszmãnn


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Ame

Ame!

Amei tanto...
Amei de mais, amei excessivamente..Amei de alma, corpo e mente..

Pequei por tanto amar e ao descobrir que nos amores da vida, nunca soube aproveitar.
Amei de menos a quem ao menos me amou, e amei tão frígido, o que me cansou.

Amei tanto, À tantos e amei esquecer.. esquecer de me amar.

Permiti a mim o sofrimento,
Permiti a dor,
Permiti a tristeza,
Permiti as lágrimas
Permiti o perdão.
Só não permiti me perdoar.

Doei saúde,
Doei lágrimas
Doei energias
Doei felicidade
Doei alegrias..

Só não doei sorriso aos meus dias.


Amargurei a mim,
a meu coração,
Amargurei o ciúme,
Supri a
insegurança
Descolori a vida..
Rabisquei a esperança.

Arranquei de mim,
Pedaços lhe entregues,
A do
r que ficaste em mim,
Foi para que não se alteres.

A bele
za do órgão,
Antes perfeito,
Se foi po
r amar,
Amar sem jeito.

O novo tornou-se usado
Mas dentre tudo,
Meu amor foi o mais ousado.

Descobri no amor,
O mais belo sent
imento,
E do amor,
A razão de todos os meus sofrimentos.

Todos vivem até amar,
Depois que amam, e perdem,
Todos passam a ostentar,
Uma paz que todos querem.

O amor seduz,
O amor entorpece,
O amor faz juz,
Enquanto cresce.
O amor nos consome,
E nos castiga,
Por que fazemos da conversa,
A briga.

O amor é indigesto,
Ao enciumar nosso corações,
O amor é um protesto,
De exclusivas paixões.

O amor é a espera,
O amor é angústia,
Pelo amor se venera,
Se engrandece a astúcia.

O amor nos aquece até frios sentirmos a ausência,
O amor existe, pra ser a combustão da saudade,
O amor veio pouco, pra que poucos conheçam a
sua verdade.

O amor é vasto;
O amor é sublime.
O amor um trato,
Que nos reprime

O amor é o amanhecer,
O novo dia,
É o entristecer, assim;
Na solidão do fim,
Deste dia.

O amor é gesto,
Palavras,
O amor é poesia,
O amor quieto,
E nos grita,
Consumindo, pela surdina.

O amor é tabagista,
É alcóolatra,
O amor é consumista,
Depressivo.

O amor é cheio de defeitos, e o causador de muitos defeitos.
Mas o amor é forte
O amor é bruto.
Não nos pede; ao arrancar-nos,
O sentimento absoluto.

E por mais que imperfeito seja o amor,
Seremos eternos amantes.

Serei sempre seguidor, do que me tornou odioso e fulminante.

Amor..






[Lincoln Ohszmãnn]

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