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CasadeLilo, desde 2008

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O Sábio..

O Sábio

Na imensidão mais obscura,
Dos sentimentos mais confusos,
Desta lástima, a tortura,
De um ser intruso.

Antagônicas as dúvidas sanadas por respostas,
Não mais convincentes,
Perdi as apostas,
Do não mais saber,
Do que um dia foi valente,
Novamente volto ser,
O prodígio pequeno e carente.

Ilhado de escolhas,
Me faltam alternativas,
Nos atos suicidas,
Vão se indo expectativas,
Que se foram, como folhas.

No manto mais turvo,
Cobre-me o medo,
O saber me trouxe curvo,
Segredos.

No véu do mistério,
Perco-me em angústias,
Das renúncias, um critério;
O silêncio que me custa.

A Ingenuidade não se cessa,
A ignorância prevalece,
Tanto se tem,
Tudo a se perder,
A inutilidade da pressa,
Nos dias que entristecem.

No horizonte tão ínfimo,
Encontro um desejo refinado,
No sentir mais íntimo,
Um espírito assassino.

Não mais sei de que lado tem estado,
Bem ou mal,
Não sei o que há tomado,
Apenas embriagado - um sinal;
O fim tão perto e tal...

Passei por tantos,
Passei por tanto,
Passo, portanto;
Superando o possível,
Como se um encanto,
Incabível,
E avanço,
Regresso visível.

Em voltas,
Percorro atordoado,
Sem escoltas,
Neste calabouço de lágrimas pálidas,
Me encontro afogado.

Encharco nuvens trepidas,
De um sabor amargo,
Tétricos os passos,
Padecem deste encargo.

O tempo passa,
E cá estou,
Estagnado,
Em progresso abafado,
Rodeado de esperanças,
Futuras lembranças.

Circulando nessa rotação sepultada,
Enterrando forças,
Vida fracassada.

Furtaram os sonhos,
Um resgate em vão,
O restante foi morto,
A lápide marca o coração.

Sangrada a culpa,
Sangrado medo,
Segredada a pena,
Intenso credo.

Feto indesejado,
Rejeição,
Vingança oculta,
Força da opressão.

Padecido da desgraça,
Vítima do secundário,
Vencido por trapaça,
Otário.

Entregue por inteiro,
Espedaçado a mingua,
Puro e verdadeiro,
Estreitado pela aveludada língua.

Singela vontade,
Obstáculo,
Madurez em pouca idade,
Intelectualizados sentimentos - um cálculo,
Felicidade.

De mãos vazias,
Em busca da sustentação,
Tropeçando em fraquezas,
Deficiente de coração.

Longe de mágoas,
Restam-me pesares,
A pena sincera,
De quem beija altares.

A ilusão mais voraz,
Consome o esforço
Nas respostas, atrás,
Longe de remorsos.

De mãos dadas com a solidão,
Busco a sombra iluminada,
No vulto presente,
Apenas as chamas ardentes,
De longa caminhada,
Em torno de um mensurável palavrão.

Recolho fragmentos dos dias que se vão,
Observo assustado,
O quanto em minhas mãos.

Fúlgido tateio espaços,
Em busca de meu estado,
Separado em pedaços,
Não mais sou encontrado.

Salva, a boa colheita,
Incinerada por loucura,
Mais uma vez perdido,
Não mais tenho a cura.

Rodeio, rodeado, rodeando;
Em um estribilho sem brilho..
Voltas num mundo quadrado,
Apenas esperando...

Dúvidas? Não tenho!
Para quem tanto sabe.

Mas o que mesmo são dúvidas?!?!?

Por Lincoln Oms



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