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CasadeLilo, desde 2008

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Eternizado

Eternizado




Você se recorda.. de mim? De nossos momentos e de tudo o que passamos?



É agora.. Com tudo isso em pauta.. Que com o coração.. Transpasso como se um filme passasse em minha memória.. Recordando a nossa história!



Eu prometi a mim mesmo.. Que nunca te deixaria.. E nessa melancolia.. Me amargura saber.. Que o que se passa.. Talvez possa não mais acontecer..

Saber que tudo o que sinto.. É instinto.. De deixar lentamente.. E imperceptível.. Quem realmente amei!


Talvez você não note.. Mas de fato é real.. Um fato que se consome.. E deveras não mais banal.. Torna-se cada vez mais exato..

Aos pouquinhos.. Em dosadas e doloridas dose do sofrimento.. Sumo frio.. Calmo.. Como quando se sopra o vento..

.. Sinto forte.. Porém sutil.. A proximidade.. Do firmamento..

A semelhança de como se fosse uma folha que cai.. Cumprindo seu vívido momento..

Sinto desfalecer aos poucos.. Como o ninho um dia se desfaz.. Como a sorte, que um dia.. Se desfaz!


O meu problema.. É que não queria te perder.. Mas agora é certo.. Não só eu.. Mas um dia todos vão deixar de existir.. E morrer..

Um dia.. O vento silencioso.. Que respiramos... Penetra.. E cumpre a meta.. Que jamais percebemos em todo o tempo q existimos..

Cada vez q sentimos o arrepio.. Tão hostil.. Vagaroso em nossa pele..

Cada vez.. Que nos damos conta da brisa passando leve à nossa face..

Deduzimos que o outono se aproxima..

E não percebemos..
Que compomos esse outono..

Que essa brisa...
É o coração de mais um de nós;
Que deixa a Terra,
E vai partir...
Para outra dimensão..

E em uma fusão de sentimentos
Apenas nos deixa pela última vez sentir o seu coração;
Antes que saia fora de órbita,
E passa pra terra do nunca...

Onde jamais saberemos como chegar..
Se não tomarmos o caminho único, e forte...
Que não nos deixa voltar..

Caminho no qual
Cada dia.. Sinto estar perto
Como um destino certo
Traçado pra não mais duvidar!

Sangrado o segredo
Sangrada a culpa
Sangrado o medo
Sete anos de azar Sete dias na prisão,
Acorrentado ao seu segredo,
Após sangrado o meu sagrado medo,

Devagar o fogo ferve,
Feito chamas de um vulcão,
Devagar o desejo imerge
Dentro do meu coração
Alucina seus pedidos,
De um pesaroso perdão.

É o avesso do esforço que faço,
Pulsante o corpo,
Hoje em pedaços
Desfragmenta-se
Em abstinência e cansaço,
Corre a falta do seu amor e abraço,
Do seu sorriso,
Do seu caminhar,
Do nosso passo.


Agora creio.. Que a única fonte de sabedoria.. Que me trará alegria.. É o amor.. que tanto machucou e judiou.. Que hoje.. Resgatou um simplório e direto sorriso..

Que me ofuscou perante a vida..tão sofrida... que se vai.. Como as ondas do mar!

Minha felicidade.. Se encontra escondida.. Sob o verbo amar!


Tantas escolhas.. Confusas..
Dão um diretório à minha vida..
Um sentido ao meu coração que sentindo.. Foge..
E se esconde em um mundo.. Que inexistente..

O joga a frente das escolhas..
Que me ofegam e sufocam..
E não mais em fuga,
Mas em impossibilidades..
Escolho tanto.. Para nem mesmo ter como continuar!



Saudades...
Nunca tive e nunca terei.!...
O meu passado.. Não me condena..
Mas me entristece..
E cada vez q lembrado..
Me envelhece.. E definha...
Como que cinzas ao vento ainda por levar!


Quando eu for..
Espero que as saudades que não sinto..
Deixar aos que ficam..
Espero ganhar..
Não somente o seu adeus..

Mas uma,
Pelo menos a única lágrima.. De sua falta por mim..

Pra repor o lago de saudade..
Que de meus olhos vazaram até por ti secar!


Espero..
Que as cinzas..
Sejam expostas ao extremo..

E como o meu corpo cremo..
Sinto que serei eternizado nas aves e no da natureza, o chiar..
O murmurar das montanhas..
E estar presente em cada uma das entranhas..
Deste mundo por explorar!


Pra ser encontrado..
Basta ser lembrado..
Com o amor e afeto desejado..

Que como o vento..
Que antes me levava..
Assim como os corações hoje mortos..
Eu retornarei na brisa fria...
Nesta mesma melancolia..

Porém sorrindo.. Por saber..
Que o peito de alguém esta por me amar, precisar e chamar..


E passarei vagarosa e docemente ao pé do rosto..
Na fina face..
Que dará sentido e um semblante ao meu sentimento..

Agora que sem vida..
Mas em movimento..
Passo a deixar de existir..
Como os deuses que hoje..
Vagam aos céus por entrar..


Estarei em meu sono profundo..
Em busca do seu perdão..
Mas estarás pra sempre guardado comigo..
O intenso e sincero amor de nosso coração!

E divagando pelos seus caminhos..
Estarei como um simples menino..
Que saltita e palpita ao encontrar as próprias pegadas,
Deixadas nos grãos de areia..


Estarei caminhando e sorrindo na exuberância da simplicidade..
No amor de verdade..
Estarei absorto, mesmo que morto..
No caminho..
Que você está pra percorrer..
E que meu destino agora é traçar..


Entendas, por favor..
Agora não mais sou sua paixão, seu amigo, ou seu amor!


Não sou mais nada que algum um dia pude ser....
Não sou nada que possas ver..
Não sou mais um alguém


Agora sou um protetor..
O Seu discípulo...


Sou o seu Anjo da Guarda..
Que estarás te amparando..
Que te seguirá de mãos dadas,
E cada vez que a brisa tocar o seu rosto..
E arrepiar as suas macias mãos..

Sentirá minha presença..
No seu coração..
Sentirá...
Meu toque sereno e frio..
Perceberá..
Se quiserdes..
Algo além.....

Que estarei contigo
Cada vez que disserdes

AMÉM!





Lincoln Ohszmãnn

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